Ir para o conteúdo principal

Presença

Trajetórias — Arte Contemporânea Paraense

7 de maio de 2026 Boaventura Art
Xingu, Jorge Eiró, 2004

Jorge Eiró, Xingu, 2004. Coleção Eduardo Vasconcelos.

Categoria Presença
Evento Trajetórias: Arte Contemporânea Paraense
Local Centro Cultural BASA, Belém
Período 10 de abril — 14 de junho de 2026
Curadoria Vânia Leal

Jorge Eiró e Geraldo Teixeira integram a exposição coletiva Trajetórias: Arte Contemporânea Paraense, em cartaz no Centro Cultural Banco da Amazônia (BASA), em Belém, de 10 de abril a 14 de junho de 2026. Com curadoria de Vânia Leal e obras da Coleção Eduardo Vasconcelos, a mostra percorre seis décadas de produção visual no Pará — de 1959 a 2025 — reunindo mais de 120 artistas em torno de uma questão que raramente recebe tratamento à altura: o que foi, e o que é, a arte contemporânea feita na Amazônia.

A curadoria propõe três eixos: "Raízes" (1959–1979), que reconhece os fundamentos da modernidade paraense; "Rupturas" (1980–1999), período de consolidação de novas linguagens; e "Confluências" (2000–2025), onde convivem a diversidade contemporânea e as vozes que pautam o debate atual. Um dos destaques do projeto é justamente tornar público um acervo privado de cerca de 900 obras, reafirmando o colecionismo como prática de preservação e difusão cultural.

Geraldo Teixeira, com carreira iniciada em 1975, aparece nesse mapa como um de seus pontos estruturantes. Fundador da Associação dos Artistas Plásticos do Pará e curador geral do Salão Paraense de Arte Contemporânea, Teixeira ajudou a construir o próprio campo que a exposição agora examina. Sua produção, que transita entre a pintura em encáustica e resinas, a escultura tridimensional e a arte pública em grandes dimensões, tem como fio condutor a construção náutica amazônica e o universo dos rios, temas que ganham novo contexto dentro do recorte histórico proposto por "Trajetórias".

Jorge Eiró, arquiteto e doutor em Educação pela UFPA, professor de Artes Visuais e membro do conselho curador do próprio Museu de Arte da UNAMA, é outro nome que a mostra posiciona com precisão. Sua pintura, que navega entre o cotidiano amazônico, as cartografias e as paisagens fluviais, carrega uma densidade de linguagem construída ao longo de mais de quatro décadas. Como definiu o crítico Gileno Müller Chaves, as obras de Eiró podem ser lidas como "palavras pintadas de revelações acumuladas, recriadas como uma espécie de arqueologia da alma e do sentimento."

A presença dos dois em "Trajetórias" é, ao mesmo tempo, reconhecimento e continuidade: vozes que ajudaram a criar o solo sobre o qual a arte paraense contemporânea hoje pisa, e que seguem produzindo com o mesmo rigor que sempre os distinguiu. Ambos fazem parte do corpo de artistas representados pela Boaventura Art.

Exposição: Trajetórias, Arte Contemporânea Paraense
Visitação: 10 de abril a 14 de junho de 2026
Local: Centro Cultural Banco da Amazônia, Av. Pres. Vargas, 800, Belém/PA
Horários: terça a sexta, das 10h às 16h; sábados, domingos e feriados, das 10h às 14h
Entrada gratuita
Curadoria: Vânia Leal