Jorge Eiró
Belém, PA · 1960
Belém, PA · 1960
Belém, PA. 1960
Jorge Eiró (Belém - Pará) é Arquiteto, professor e artista plástico. É mestre e doutor em Educação pela UFPA. Realizou diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior. Em 1989 ganhou o 1°. Prêmio Literário Secult com o livro de poemas Quintais do Tempo. Integrou a comissão executiva do Salão Paraense de Arte Contemporânea entre 1992 e 1994. Premiado com a bolsa de pesquisa e criação artística do Instituto de Artes do Pará em 2004. Em 2006 lança o livro Escritura Exposta, com ensaios sobre arte contemporânea paraense. É membro dos conselhos curadores do museu de Arte da UNAMA e do Museu de Arte Brasil-Estados Unidos (MABEU).
Como definiu o crítico Gileno Müller Chaves, suas obras podem ser compreendidas como "palavras pintadas de revelações acumuladas, recriadas como uma espécie de arqueologia da alma e do sentimento".
Além da produção artística, atua como professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e dos cursos de Artes Visuais da UFPA, tendo integrado a comissão executiva do Salão Paraense de Arte Contemporânea (1992–1994) e atuado como Programador Cultural do Museu da UFPA (1993–1995). É autor dos livros Quintais do Tempo (1989), vencedor do 1º Prêmio Literário da SECULT, e Escritura Exposta (2006), dedicado à reflexão sobre a arte contemporânea paraense.
Uma coleção diversificada de obras que exploram diferentes temas e técnicas, demonstrando a versatilidade e amplitude do trabalho artístico de Jorge Eiró.
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Exposições, participações e reconhecimento
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"Esta é uma exposição que poderíamos dizer artisticamente equilibrada. Não há fortes rupturas com o gosto estabelecido, com o gosto artístico dominante. (…) Há alguns 'primitivos', poucos. Experimental, somente um: 'Novas Poesias em Quadrinhos' que segue mais uma vertente da poesia práxis na pintura."
"As obras de Jorge Eiró são como palavras pintadas de revelações acumuladas do artista, recriadas como uma espécie de arqueologia da alma e do sentimento. Uma espécie de 'portrait d'acteur', portanto, para quem a arte é gostar das coisas do mundo, mesmo irrelevantes ou insignificantes, e, como um multiprocessador de imagens, inová-las e devolvê-las à sociedade."
"Jorge Eiró, dono da patente de um grafismo inconfundível e singelo transmite por seu gestual seu lado poético na 'construção dos espaços inexistentes na dimensão do nada…': imagens poetizadas x palavras plásticas."
"Eiró busca variar sempre os elementos com os quais trabalha. Isto é fruto de leitura e preparo, que não deixa nunca de procurar. Atento à sociedade, como ao mundo de uma maneira geral, sai à caça desses elementos com argúcia, o que dista sua obra da maioria dos outros pintores, não que não sejam esses argutos, mas porque traduz essa argúcia através de ironia, metáfora e coragem."
"O que poderia ser uma pintura clássica de gênero: a paisagem, Jorge Eiró subverte os cânones, e pela ironia, dota-a de novo conceito, no qual se sobressai a solidão contemporânea, as paisagens subjetivas, constitutivas do jogo estabelecido por quem, apaixonado pela pintura, deixa-se tramar pela fotografia, literatura. Para Eiró, as paisagens demarcadas pela linha do horizonte, emergem da imensidão amazônica: 'Daí uma certa predileção pela linha do riomar, pela perspectiva de margens que se perdem no infinito'."
Vive e trabalha em Belém do Pará.
Artista visual, arquiteto, professor e pesquisador. Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA).
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