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Presença

Rastros Expressivos: Embates de uma Geração 80/90 — Belém

7 de maio de 2026 Boaventura Art
A Sala do Egoísta, Jorge Eiró, 1992

Jorge Eiró, A Sala do Egoísta, 1992. Acervo do artista.

Categoria Presença
Evento Rastros Expressivos: Embates de uma Geração 80/90, Belém
Local Galeria Graça Landeira, Museu de Arte da UNAMA, Belém
Abertura 7 de maio de 2026, às 19h
Curadoria Yasmin Gomes

Geraldo Teixeira e Jorge Eiró integram a exposição coletiva Rastros Expressivos: Embates de uma Geração 80/90, Belém, com abertura em 7 de maio de 2026, às 19h, na Galeria Graça Landeira, no Museu de Arte da UNAMA, em Belém.

A mostra é resultado da pesquisa de mestrado de Yasmin Gomes no Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura da universidade. A curadoria parte de uma questão histórica precisa: como os artistas paraenses dos anos 1980 e 1990 dialogaram com o Brasil naquele período de intensa movimentação? Gomes traz à mostra esse trânsito a partir de referências como o expressionismo, a abstração expressiva, a transvanguarda italiana e a chamada Geração 80, que explodiu no eixo Rio-São Paulo com o retorno da pintura como gesto central. O que a pesquisa revela é que Belém não estava à margem desse debate, mas estava dentro dele, com linguagem e tensões próprias.

As obras provêm de quatro acervos: as coleções particulares de Pedro Bentes e Eduardo Vasconcelos, e os acervos institucionais do Museu da UFPA e da Universidade da Amazônia. Além de Teixeira e Eiró, participam também da mostra Nina Matos, Dina Oliveira, Rosangela Britto, Simões e Charles Nascimento.

Geraldo Teixeira chegou aos anos 1980 com uma trajetória já firmada, sua primeira individual acontecera em 1978, na Galeria Angelus — e foi nessa década que sua pesquisa com encáustica, resinas e pigmentos ganhou densidade e reconhecimento fora do Pará, com passagem pelo IBEU no Rio de Janeiro (1988) e pela Lira Paulistana em São Paulo (1980). Jorge Eiró, arquiteto de formação, iniciava ali uma produção pictórica que colocava no mesmo plano a cartografia, a escrita e a experiência urbana de Belém, participando do Salão Nacional de Arte no Rio de Janeiro em 1985 e, nos anos seguintes, de mostras em São Paulo, Brasília e Miami. O que Rastros Expressivos faz é nomear e examinar esse momento com o rigor que ele exige.

A exposição é uma realização do PPGCLC em integração com o Curso de Artes Visuais e o Grupo de Estudos e Pesquisa Arte, Imagem e Cultura, coordenado pelo professor Mariano Klautau Filho. Ambos os artistas fazem parte do corpo de artistas representados pela Boaventura Art.

Exposição: Rastros Expressivos, Embates de uma Geração 80/90, Belém
Abertura: 7 de maio de 2026, às 19h
Local: Galeria Graça Landeira, Museu de Arte da UNAMA, Belém/PA
Curadoria: Yasmin Gomes