JORDANA DE MATOS
Belém, PA · 1995
É artista visual. Iniciou sua trajetória de forma autodidata entre 2016 e 2022 e, em 2022, mudou-se para São Paulo, onde consolidou sua formação em ateliês, grupos de acompanhamento e cursos de aprofundamento técnico. Seu percurso é orientado pela prática continuada, experimentação livre e investigação da linguagem pictórica.
Recebeu o Prêmio de Aquisição no Salão de Artes Visuais de Vinhedo pela obra “Autorretrato”, integrante da série Fragmento Perfurocortante, seu primeiro conjunto de trabalhos, em 2023.
Realizou o projeto expositivo “As Formas que Contêm o Todo”, em parceria com o escultor paraense Francelino Mesquita, em 2024 e 2025, contemplado com editais públicos de arte nos estados de Santa Catarina e Minas Gerais.
Em 2026, realizou sua primeira exposição individual, Corpo Geométrico, no Sesc Tocantins, marco que consolida uma nova etapa de sua carreira.
Parte da hipótese de que o desejo nasce porque invariavelmente uma parte falta. A pintura a óleo é sua principal linguagem de investigação, expandindo sua prática por meio de experimentações com a arte-objeto. O corpo, em sua forma, material e simbólica, torna-se o espaço por meio do qual essa investigação se manifesta. Sempre em um contínuo movimento de fragmentação e reorganização, como expressão das estratégias simbólicas pelas quais buscamos permanecer existindo diante das rupturas.
Sua obra explora as fricções entre desejo, angústia, paixão, espiritualidade diante da consciência da própria condição finita e incompleta, revelando formas que não buscam minimizar esses conflitos humanos atemporais, mas torná-los habitáveis.